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A marcha do Feminismo

derrocada de velhos padrões machistas é motivada pela obtenção de isonomia de tratamento e condições das mulheres perante uma realidade tradicionalmente masculina, e conforme a doutrina, o movimento é divido em três “ondas”.

Depois de séculos de opressão, as mulheres vem despontando como fortes protagonistas sociais, adquirindo o respeito que elas sempre deveriam ter recebido. Essa derrocada de velhos padrões machistas é motivada pela obtenção de isonomia de tratamento e condições das mulheres perante uma realidade tradicionalmente masculina, e conforme a doutrina, o movimento é divido em três “ondas”.

Tudo começa no século dezoito, quando Olimpes de Gouges, na França, e Mary Wollstonecraft, na Inglaterra, passaram a lutar por direitos civis para as mulheres. Ainda num contexto em que os casamentos eram arranjados, o foco foi político, almejando a conquista do direito de voto feminino, o que rendeu às ativistas a alcunha de “suffragetes”. No Estados Unidos e no Reino Unido o voto feminino foi reconhecido em 1918 e 1928 e no Brasil ele foi instituído por Vargas em 1934.

A segunda onda buscou o fim do preconceito e dos dogmas que pregavam a desigualdade dos gêneros, reforçando o núcleo cultural do movimento. Na década de 1960, o slogan “Liberação das Mulheres” se propagou reforçado em importantes publicações literárias. O livro “O Segundo Sexo”, de Simone de Behavoir, demonstra que a hierarquização dos sexos é uma construção puramente social, não possuindo nenhum fundamento biológico. O livro “A Mística Feminina”, de Betty Friedan, defende que as mulheres seriam vítimas de falsas crenças que impõem o significado de suas vidas somente através de seus maridos e filhos, fazendo com a mulher perdesse a sua identidade e se tornasse completamente passiva.

A terceira onda é marcada por críticas à segunda com destaque de feministas de outras etnias trazendo reflexões sobre o interesse das mulheres em várias culturas. Essa intensa fase perdura até hoje, abrangendo o acesso da mulher ao mercado de trabalho, a aquisição de autonomia financeira, direitos de propriedade, divórcio. Insta salientar a destemida luta contra a violência doméstica e proteção à integridade física da mulher com destaque para a promulgação da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e o debate sobre direitos reprodutivos, liberdade sexual, aborto.

Não mais reclusas ao ambiente doméstico nem subalternas no trabalho, as mulheres demonstram notáveis capacidades exercendo com maestria atividades até então restritas aos homens e embora os sexos tenham diferenças biofísicas naturais, nenhuma diferença deve servir de base à discriminação. A emancipação feminina demonstra mais que a superação de um patriarcalismo ultrapassado, evidenciando uma verdadeira e oportuna evolução social em que vigoram princípios democráticos com exaltação do ser humano como um todo. Afinal, já dizia o ensinamento judaico “A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e ao lado do coração para ser amada”.

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