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Data de publicadaPublicado em Autor Por: Matheus

Cidades Medievais

Fatores que impediram o comércio com o mundo exterior na época feudal; renascimento do comercio, a partir do século XI; grandes centros comerciais; confrarias; corporações de mercadores; corporações de ofício; hansas; caracteristicas das cidades medievais; comunas; principais cidades medievais.

As origens. As cidades da época do Império Romano foram arruinadas pelas invasões bárbaras. As poucas que substiram, perderam a sua importância. Na época feudal, nos locais onde se reuniram os fiéis em dia de festa, nos arredores das catedrais, dos castelos ou nos locais de feiras, foram surgindo pequenas cidades fortificadas, pertencentes a um nobre ou a um bispo, denominadas “burgos”. Com o renascimento do comércio, a maior circulação da moeda, a segurança oferecida pelas muralhas e pelas “milicias urbanas” as cidades foram crescendo e se emanciparam da suserania feudal.

A emancipação. No fim da Idade Média, quase todas as cidades da Europa tinham conseguido a sua liberdade e passaram a escolher seus próprios governantes. A liberdade era conseguida a força, às vezes, ou pela compra de alforria por parte dos mercadores, abolindo os antigos privilégios feudais. Os habitantes passaram a ser homens livres e não servos. Dizia-se em muitos países: “O ar da cidade é o ar livre”. O primeiro passo para a emancipação era a formação, por parte dos membros da corporação mercantil, de uma “comuna”, união para a ação comum. As cidades emancipadas chamavam-se “cidades livres”, na Alemanha, “repúblicas”, na Itália, e “comunas”, na França.

As comunas. Quando os habitantes de uma cidade pretendiam libertar-se da suserania feudal, realizavam a associação jurada e escolhiam os seus representantes: o maire, respeitado por todos, os jurados, os cônsules ou almotacés, encarregados da administração. A defesa estava a cargo da “milicia comunal”. No início, numa comuna, todos tinham os mesmos direitos. Com o tempo, os artesãos e mercadores tornaram-se os unicos senhores privilegiados, submetendo os demais.

As repúblicas italianas. Roma, sede do império Romano do Ocidente, caiu em poder de Odoacro em 476. A partir dessa época domiram a Itália, sucessivamente, os hérulos, os ostrogodos, os bizantinos, e os lombardos. Estes últimos estabeleceram-se no Norte.
No séculos VIII, Carlos Magno, coroado pelo Papa Leão III, no Natal de 800, restaurou o Império Ocidental. Após a sua morte transformou-se em reino particular, anexado à coroa da Alemanha. Revoluções constantes provocaram o aparecimento de ducados, condenados e algumas repúblicas, que se tornaram famosas por sua prosperidade econômica.
Com a criação do Sacro Império Romano-Germânico, em 962, por Oto I, o domínio germânico foi restabelecido na Itália Setentrional. Os sucessores de Oto I, por motivo das “investiduras”, entraram em luta com a Santa Sé, de 1075 a 1122. As cidades italianas dividiram-se em dois célebres partidos que provocaram derramamento de sangue em quase toda a Itália durante muito tempo: Guelfos, aristocratas que apioavam o papa, e Gilbelinos, aristrocatas que apoiavam o imperador alemão. Durante essas lutas, surgiram repúblicas independentes, algumas democráicas, outras aristocráticas, que se tornaram grandes potências marítimas, rivais entre si.
Nas suas lutas fratricidas, muitas cidades contratavam tropas mercenárias chefiadas por condottieri, isto é, “condutores”, “caudilhos”. Os burgueses com a ajuda dos “condottieri” e seu bando apoderavam-se do governo das cidades, implantaram governo de força, rodeavam-se de corte brilhante, cuidaram do trabalho dos artesãos, organizaram sua indústria e desenvolveram o comércio marítimo no Mediterrâneo. As republicas quem mais se destacaram nas atividades foram: Veneza, Gênova, Florença, Pisa, Amalfi e Milão.

Veneza. Chamada “Rainha do Adriático”, era uma república aristocráica, governada por um doge ou duque, cujo poder era limitado pelo “Conselho dos Dez” e pelo Senado, encarregados do poder executivo. O poder legislativo era exercido pelo “Grande COnselho”, formado por 400 membros, e cujos nomes figuravam no “Livro de Ouro”. Fabricava navios, armas, objetos de luxo, vidros, espelhos e tecidos. Seu comércio marítimo, favorecido pela situação geográfica, era intenso. Chegou a ter uma frota de 4000 navios. Muito lucrou com as Cruzadas, sendo que a 4ª Cruzada se constituiu numa empresa mercantil veneziana. Com a criação do Império Latino de Constantinópla, em 1204, tornou-se “senhora de um quarto e meio do Império Bizantino”.

Gênova. Conhecida por “soberba”, tornou-se independente no século X. No século XI já era notável pelo comércio marítimo desenvolvido no Mediterrâneo Ocidental. Enrriqueceu-se, como Veneza, na época das Cruzadas: transportava cristãos à Terra Santa. Seu governo era formado por magistrados que recebiam o título de “cónsoli de podestá”, e de “capitães do povo”. Sua moeda, o “florim genovês” ou genovino, alcançou fama mundial.

Florença. Era uma república democrática, regida por uma constituição de tendência burguesa. Os nobres foram excluídos dos cargos públicos. O governo era eleito pelas corporações de “artes maiores”, espécie de aristocracia do trabalho. Após um período de anarquia, foi eleito presidente da república, com o nome de Gonfaloneiro, o comerciante João de Médicis (1421 a 1434). Seu filho, o rico banqueiro Cosme de Médicis (1434 a 1464), aproveitando as lutas internas e o descontentamento provocado pelo despotismo de seu pai, tornou-se senhor de Florença, iniciando a época brilhante da Itália renascentista. Acolheu os sábios bizantinos desterrados de Constantinopla e protegeu as Artes e as Letras. Começou o período de esplendor. Firmou-se a industria e desenvolveu-se o comércio.

A origem da burguesia. Os primeiros mercadores, que os ingleses chamavam de pés empoeirados, de categorias social inferior, percorriam longas distâncias, por estradas quase intransitáveis, vendendo seus produtos de feudo em feudo. Aventureiros, não havia lugar para eles na sociedade feudal. Com a desorganização do sistema feudal, muitos foram se estabelecendo nos pontos de maior afluência, onde devolviam o comércio. Passaram a habitar os “burgos”. Com o desenvolvimento do comércio, foram se organizando até formar poderosa classe, a Burguesia, que importante papel desempenhou na Hstória da Civilização Ocidental. O rei encontrou nela forte aliado na luta contra os nobres. Com a decadência da nobreza feudal, os burgueses adquiriram títulos, poder e riqueza.

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