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Como a Líbia se libertou da ditadura

A morte de Kadhafi encerrou a guerra que devastou o país desde o fevereiro de 2011. Assim, o novo governo democrático líbio, sem precisar dividir o país, pôde se instalar.

Enquanto na Tunísia e no Egito os ditadores foram depostos rapidamente do poder, em outros, eles ainda resistem a pressão popular. Na Líbia, o levante contra o coronel Khadafi, se transformou numa guerra civil com o envolvimento dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e outros países da Europa.

De um lado estão os rebeldes que lutam pela derrubada do regime, de outros os mercenários contratados pelo governo e as forças regulares do exército de Kadhafi, que estava no poder a mais de 40 anos, desde 1969, não se mostrando nem um pouco disposta a se renunciar.

A rebelião popular chegou a Líbia no dia 16 de fevereiro. Habituado a controlar o país com “mão de ferro”, Kadhafi foi pego de surpresa e, em poucos dias, os rebeldes avançaram por centenas de quilômetros na região leste do país. Aos poucos, as principais cidades foram caindo em poder das forças que se levantavam contra o regime. Tobruk, Bengazi, Al-Ajdabia, Brega, Mirsrata e outras no caminho da capital Típoli.

Ao se dar conta do perigo que estava passando, Kadhafi reagiu: primeiro contratou mercenários nos países vizinhos, o próximo passo foi a reogranização das forças terrestres e aéreas, que lançaram uma violenta ofensiva contra os rebeldes. Os adversários do regime foram obrigados a recuar, devolvendo inúmeras cidades que haviam conquistado.

Depois de semanas de combates, os rebeldes líbios retornaram a Bengazi, onde mantem o seu quartel general. De lá conseguiram apoio das potências do mundo Ocidental que eram contra Khadafi, representadas pelas Organizações do Atlântico Norte (OTAN).

Inicialmente, a aliança impôs uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, o que empedia os aviões de Khadafi levantar vôo sobre o risco de serem derrubados. As bombas lançadas pelos aviões da aliança, atingiram em várias ocasiões, os supostos esconderijos do coronel Khadafi, que teria sido ferido num desses ataques.

Mas depois de desaparecer durante alguns dias ele surgiu na tv Líbia, cumprimentando os seus partidários para demonstrar que estava bem e que pretendia continuar resistindo.

A guerra na Líbia já deixou milhares de mortos e feridos e podia levar uma divisão territorial do país entre o Oeste, controlado por Khadafi e o Leste, controlado pelos rebeldes. Independente dos desfechos da situação em cada país, vemos o início de um novo tempo no mundo árabe.

Em junho, o Tribunal Penal Internacional, acusa Khadafi contra crimes contra humanidade por causa dos bombardeios nas áreas civis e pediu a prisão do ditador. Mas ele só poderia ser preso se deixasse o Território líbio e fosse para um dos 116 países que reconhecem a legitimidade do tribunal.

Mas, isso não chegou a acontecer. Em 20 de outubro de 2011, depois de semanas de batalha, os rebeldes líbios conseguiram penetrar no centro da cidade de Sirte, onde estaria refugiado o ditador. Ferido com tiros nas pernas e no braço, Khadafi faleceu.

A morte de Kadhafi encerra a guerra que devastou o país desde o fevereiro de 2011. Assim, o novo governo democrático líbio, sem precisar dividir o país, pôde se instalar.

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