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Como o Egito se libertou da ditadura

DEPOIS DA TUNÍSIA, outro país conseguiu se livrar de um ditador que estava a mais tempo no poder: o Egito. Hosni Mubarak foi destronado da cadeira presidencial após 30 anos. Num país de partido único, ele foi reeleito 6 vezes, como parte do jogo de cartas marcadas pela corrupção. Como o Egito se libertou da […]

DEPOIS DA TUNÍSIA, outro país conseguiu se livrar de um ditador que estava a mais tempo no poder: o Egito. Hosni Mubarak foi destronado da cadeira presidencial após 30 anos. Num país de partido único, ele foi reeleito 6 vezes, como parte do jogo de cartas marcadas pela corrupção.

Egito

Como o Egito se libertou da ditadura

Os protestos no Egito duraram exatos 18 dias. Nesse período, milhares de pessoas, em suas maiorias jovens, conectados a rede, desafiaram as forças de segurança do regime e se instalaram na Praça Tahir no centro do Cairo.

Os choques entre a polícia e os manifestantes, levaram a morte de 846 pessoas, de acordo com um levantamento das próprias autoridades egípcias. Mais de 6.000 ficaram feridas.

A exemplo de outros povos da região, os egípcios levaram décadas para se levantar contra um regime opressor. Durante muito tempo eles foram subjugados com o medo de falar contrário ao que o governo vinha dizendo. Afinal, o serviços secreto egípcio muito eficiente, onde qualquer um que se manifestasse ou onde houvesse suspeita de que alguém estava falando contra o governo, essa pessoa rapidamente era presa ou morta.

Até que sentiram coragem porque estavam num número expressivo de jovens e de pessoas onde a ‘união faria a força’.

Demorou para os países que fazem parte do Mundo Árabe despertarem por causa do “mito do inimigo externo”. Quer dizer, as ditaduras árabes sempre usaram o pretexto do “inimigo externo”, essencialmente, hoje em dia, Israel, como fonte da sua legitimação. Ser contra Israel se transformava num modo de legitimar os regimes, de legitimar a ditadura.

Após inúmeros confrontos entre policiais e civis, o exército egípcio pôs os tanques nas ruas do Cairo na tentativa de forçar a desocupação dos pontos principais da cidade. Mas não funcionou, soldados e oficiais se recusaram a disparar contra os civis desarmados.

Mubarak ainda tentou resistir: fez promessa de atender as reivindicações populares em troca do prolongamento do seu mandato. Quis manobrar pra transferir o poder a um dos seus filhos, mas não adiantou. A revolta do povo egípcio era a explosão de um descontentamento acumulado ao longo de 30 anos. Estavam cansados da falta de liberdade de expressão e principalmente de emprego.

Com 86 milhões de habitantes, o Egito é o país mais populoso do norte da África e Oriente Médio. Mais de 20 milhões de pessoas não tem trabalho. O analfabetismo chega a 30%.

No dia 11 de fevereiro de 2011 Mubarak renunciou e transferiou o poder para uma junta militar que assumiu o compromisso de promover a transição pacífica para a democracia. Depois de se refugiar por 2 meses o presidente foi preso acusado por corrupção. A mulher dele também foi detida, teve os bens congelados e está sendo investigada pelo enriquecimento ilícito. O mesmo acontece com todos do regime reposto.

Mubarak foi de maca para o tribunal para responder as acusações e de ter ordenado o massacre que levou a morte de mais de 800 maniffestantes. Ele e seus dois filhos se declararam inocentes.

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