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Crianças podem ter depressão

A depressão não atinge somente as pessoas com mais idade. Ela pode chegar cedo, já na infância, ou então na adolescência, a complicada fase de transição para a idade adulta

Descubra como a depressão que afeta milhões de pessoas no mundo todo podem atingir as crinças e os adolescente.

A depressão não atinge somente as pessoas com mais idade. Ela pode chegar cedo, já na infância, ou então na adolescência, a complicada fase de transição para a idade adulta.Para que a qualidade de vida de criança e adolescente seja preservada, é preciso que a família esteja atenta aos primeiros sinais da doença e busque ajuda médica o mais rápido possível.

Fatores de risco

A depressão na infância e na adolescência é normalmente desencadeada por fatores ambientais, ou seja, conflitos, perdas ou mudanças relacionadas a família, a escola ou a outros lugares que façam parte do convívio social da criança e do adolescente.De acordo com uma psicóloga do Programa de atendimento a vitimas de violência e estresse (Prove) da Unifesp, a separação dos pais, a perda de parentes ou amigos e mudanças de cidade ou escola podem levar a depressão.

As faixas de transição entre a infância e a adolescência e desta ultima para a fase adulta são consideradas as mais propicias para o desenvolvimento da doença.

A transição da infância para a adolescência, por volta dos 13-14 anos, é repleta de importantes mudanças. A transição para a idade adulta envolve aspectos físicos, sócias, emocionais e hormonais. Na maioria das vezes, os adolescentes não conseguem entender o turbilhão de sentimentos e emoções que afloram, esclarece a especialista.

Os sintomas

Tristeza, apatia, choro, dificuldade de concentração, agressividade e irritabilidade são comuns em quadros de depressão nessa faixa etária. Segunda a psicóloga, somados a essas alterações, a criança ainda pode apresentar comportamentos de regressão, como voltar a fazer xixi na cama, fazer birra e manha. Sintomas como fadiga, perda de apetite, dores de cabeça, náuseas e vômitos também não estão descartados.

Os pais devem prestar atenção na diminuição do rendimento escolar e na tendência ao isolamento. Mas é importante estar atento para que não se confunda um estado de tristeza, que é normal em momentos sofridos, com a depressão, alerta a psicóloga.

Diagnostico e tratamento

Para identificar a depressão, o psicólogo ou o psiquiatra faz um levantamento dos sintomas característicos da doença nessa faixa etária e o modo como eles são expressos nas relações diárias da criança e do adolescente com seus familiares, amigos, professores, etc.

Quando a doença é diagnosticada, adota-se a psicoterapia. O tratamento medicamentoso não tem bons resultados com crianças e adolescentes, porem, em casos mais graves, uma associação entre os dois tratamentos é essencial, explica a psicóloga. Á psicóloga ainda adverte que a participação dos pais é essencial para se conseguir bons resultados no tratamento da doença.

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