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O Desenvolvimento Econômico da Idade Média

Economia Medieval, Renascimento do comércio na Italia, França, Alemanha e Espanha, corporações de oficio,

Transformações da Economia Medieval

A partir do século XI verificou-se grande transformação na vida econômica dos povos da Europa, motivada pelas Cruzadas. A Agricultura teve relativo progresso com a introdução de novas plantas e novos processos de cultivo do campo. O contato com os árabes e gregos do Oriente, que haviam introduzido novos conhecimentos nas artes manuais, permitiu aos europeus aperfeiçoarem seus conhecimentos adquiridos nas oficinas dos senhores. Renasceu o comércio do Mediterrâneo. A moeda passou a ser mais usada. Surgiram as feiras, as confrarias, as corporações de mercadorias, as corporações de ofícios., dos bancos, o cheque, a letra de câmbio, o capitalismo e as regras de Direito mercantil internacional.

Renascimento do Comércio

As Cruzadas, que “revelaram a Europa” no dizer de Guizot, contribuiram muito para o desenvolvimento do comércio que entrou numa época de crescente prosperidade. O Tráfico no Atlântico tornou-se mais intenso e seguro. O Mediterrâneo deixou de ser “lago muçumano” para ser um “lago veneziano” principalmente. Construiram-se faróis e estaleiros. Melhoraram os caminhos terrestres e os portos marpitimos e fluviais. Os produtos do Oriente: jóias, sedas, perfumes, especiarias, louças, peles, couros, cereais, chegaram aos portos das cidades italianas, francesas e alemãs. A economia natural foi substituída pela economia monetária. Novas cidades surgiram. Cresceram as já existentes. Tornaram-se grandes centros comerciais:

Na Itália – Veneza, a “Rainha do Adriático”; Gênova, a “Soberba”; Florença e pisa, que exerceram na Idade Média o mesmo papel desempenhado pelas cidades na Antiguidade;
Na França – Marselha, Bordéus e Diepe;
Em Flandres – Burges, grande porto no século XIII, recebia mercadorias da Inglaterra, França, Rússia, Itália e Oriente;
Na Alemanha – Augsburgo, Hamburgo e Lúbeck;
Na Espanha – Barcelona, que comerciava com o Norte da África e Síria.

As Feiras

Eram locais de vida ecônomica ativa, uma espécie de mercados ambulantes, que se estabeleciam em determinadas localidades, em datas fixas, onde os mercadores levavam a efeito um verdadeiro comércio internacional. Organizadas geralmente uma vez por ano, as grandes feiras constituíam-se em grandes acontecimentos sociais, com festas e competições, de intensa atividade economica. Algumas feiras, como a de Champagne, na França, vendiam enorme variedade de mercadorias. Para que houvesse maior afluência de vendedores e compradores, os senhores concediam franquias e inseção de direitos. Muitas dessas deram origem a cidades.

As Confrarias

Associações de caráter religioso nas quais os artesãos aprendizes, companheiros e mestres tinham os mesmos direitos. Eram uma espécie de sociedade de ajuda mútua. Cada confrária tinha seu patrono, isto é, o seu protetor do Céu. São Crispim protegia os sapateiros, São José, os carpinteiros, e assim por diante.

As corporações de mercadores

Associações organizadas pelos mercadores das cidades com o fim de defender os seus interesses mercantis. No inicio as corporações abrangiam todos os que viviam do comércio. Os mercadores que não viviam na cidade não gozavam de proteção, a não ser que pagassem pesada taxa ou fossem aceitos por permissão especial dos membros da corporação. A preferência recaía nos fornecedores de matéria-prima.Estas corporações atingiram o apogeu no século XII. Decaíram depois, dando lugar ás corporações de oficio.

As corporações de oficio

Eram associações de artesãos que tinham por finalidade assegurar a produção, a qualidade do produto, o preço justo, para atender aos pedidos e contar com uma clientela certa e eliminar a concorrência desonesta. Seu propósito, acima de tudo, era preservar certo estilo de vida, e não somente ganhar dinheiro como acontece nas empresas modernas. Eram coporações especializadas de acordo com as profissões, diferentes, portanto, das corporações mercantis. Cada ofício tinha a sua corporação. Formavam uma espécie de sindicato, não de trabalhadores, mas sim de gerentes. Não devem, portanto, ser confundidas com os atuais sindicatos trabalhistas. Somente os “mestres”, que eram donos de lojas, tinham direitos e privilégios e, geralmente, controlavam o governo da cidade. Regulavam o estabelecimento de novas lojas e o recrutamento e adestramento de trabalhadores.

As corporações de oficios admitiam dentro de cada profissão uma hierarquia de funções, na qual os artíficies estavam divididos em aprendizes, companheiros e mestres.
O aprendiz. Era o menino que entrava para a profissão, sob os cuidados do mestre, antes de completar doze anos de idade. Nada Recebia, alem de alimento e cama. Vivia na casa do mestre e trabalhava sob severa disciplina. As vezes o pai do mestre pagava para aceita-lo. Quando completava o seu periodo de adestramento, cinco ou seis anos depois, era considerado companheiro.
O companheiro. Trabalhava por conta do mestre, mediante salário diário, fixado em contrato. Para pertencer à corporação, teria que trabalhar muitos anos, até adquirir experiencia na profissão e economizar dinheiro para montar sua própria loja.
O mestre. O companheiro só recebia o grau de “mestre”, depois que desse prova de sua habilidade, de bom caráter e executasse uma “obra-prima”. Se fosse aprovado, era aceito na corporação e podia estabelecer-se e aceitar companheiros.

As categorias profissionais eram constituidas por ferreiros, chapeleiros, vidraceiros, tecelões, tintureiros, pedreiros, tapeceiros, luveiros, armeiros. Os médicos, poucos na Idade Média, e os advogados formavam corporações próprias.O sistema corporativo foi importante porque:

a) disciplinou as classes trabalhadoras e deu-lhes condições para obter liberdades civis e políticas;
b) dignificou o trabalho;
c) incrementou a produção;
d) impediu a concorrência e a baixa dos salários;
e) assegurou a independência, a estabilidade e o bem-estar;
f) tornou o antigo servo artista respeitado.

As Hansas

Eram poderosas sociedades mercantis, organizadas com o objetivo de ampliar o sistema de comércio e proteger os interesses dos seus associados. A mais famosa foi a Liga Hanseática ou Teutônica, formada pelas cidades alemãs e que tinha como centro a cidade de Lubeck. Dominou o comércio no Mar do Norte e no Báltico. Em Paris, organizou-se a “Hansa Dos Mercadores Fluvias”, que exercia o monopólio do transporte sobre o Rio entre Paris e Nantes. Seu Chefe chamava-se preboste dos mercadores.

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