Primavera Árabe

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Categoria: Atualidades
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Desde dezembro de 2010, o mundo árabe vem sendo abalado por protestos revolucionários. Os confrontos originaram-se devido às precárias condições de vida da população, miséria, censura , falta de amparo social e manifestam repúdio aos regimes corruptos e autoritários até então vigentes nos Oriente Médio e Norte da África.O termo é uma alusão à “Primavera de Praga”, quando a Tchecoslováquia livrou-se da opressora dominação soviética com revoltas e reformas de caráter democrático, lideradas pelo intelectual Alexander Dubcek.

A instabilidade árabe inicia-se na Tunísia, onde  Mohamed Bouazizi ateou fogo ao próprio corpo em uma forma protesto contra a pobreza e maus tratos, o presidente Zine el-Abdine Ben Ali fugiu para a Arábia Saudita em 14 de Janeiro de 2011. Assim elegeu-se uma Assembléia Nacional Constituinte, com maioria do partido Ennahda, na primeira eleiçao livre realizada no país.

Inspirados pelo êxito na Tunísia, forças populares mobilizaram-se no Egito, e 18 dias depois o presidente Hosni Mubarak renunciou e foi levado a julgamento. Nas eleições parlamentares o partido islâmico “Irmandade Muçulmana” venceu, porém o Conselho Supremo das Forças Armadas não deixava o poder, o que gerou novos enfrentamentos com os manifestantes pró-democracia. Então o governo militar renuncia e nomeia-se um novo primeiro-ministro, o marechal Hussein Tantawi, sob promessa de transição para uma república presidencialista.

Na Líbia, uma sangrenta guerra civil assolou a região até que os rebeldes capturassem o presidente Muammar al-Gaddafi no dia 20 de outubro de 2011 em Sirte, matando-o com um tiro na cabeça e deixando seu corpo exposto para visitação pública em uma câmara fria por 4 dias. Ainda sim o confronto civil continua por divergencias  entre manifestantes e milícias islâmicas, principalmente o grupo Ansar al-Sharia. O ataque contra o consulado dos Estados Unidos em 11 de setembro de 2012, provocado por uma manifestação contra o vídeo anti islã e que resultou na morte do embaixador norte-americano, demonstra a incapacidade das autoridades do país em garantir a segurança diante da ação de grupos radicais.

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, após ficar gravemente ferido em um atentado contra o palácio presidencial, assinou um acordo renunciando e firmando um governo de reconciliação nacional. Já os insurgentes da Síria tem sido massacrados pelo governo de Bashar al-Assad desde março de 2011, o qual não aceita reformas e comanda a repressão mais cruel da região, estourando uma intensa guerra civil. A instabilidade propaga-se pelos territórios vizinhos e atinge a Argélia, Bahrein, Djibuti, Iraque, Jordânia, Marrocos, Arábia Saudita, Líbano, Kuwait.

Insta observar que os manifestantes são em sua maioria jovens, gerados sob luz do conhecimento globalizado, impulsionados pelo Wikileaks e redes sociais, que lutam por justiça, liberdade política, religiosa e melhorias sociais para suas populações oprimidas e até então, tradicionalmente submissas aos desmandos de autoridades monarquistas, militares e teocráticas.

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